Só OCR, ah não!
Será que a captura remota de depósitos (RDC) não seria um tremendo sucesso, não fosse pelo custo penoso dos scanners de cheque? Não, não acho. É claro, você sabe que essa será minha resposta. Afinal, eu trabalho na empresa que fabrica o scanner de cheques. Mas estou sendo sincero: não acho.
Falamos todos os dias com os usuários (empresas) e os provedores de soluções (empresas de software e bancos). Essa comunidade da cadeia de fornecimento sabe muito bem que a RDC não é apenas mais uma operação de digitalização de páginas. Trata-se de pagamentos, dinheiro e depósitos à vista. Assim, essa mesma cadeia de fornecimento reconhece a importância de proteger a transação com controles de risco, e caso alguém tivesse esquecido, o FFIEC (mercado dos EUA) estava lá para nos lembrar a todos. Isso inclui aquele ponto crítico do ciclo da transação: quando o cheque é convertido do papel para um item digital que será compensado para aplicações em processos/serviços posteriores. Faça um erro aqui, e o que pode acontecer? Uma infração regulamentar? Fraude? Prejuízos? Erros? Alguém dessa comunidade de pagamentos estaria disposto a abrir mão das salvaguardas garantidas pelos scanners de cheque diante desses riscos? Há uma expectativa equivalente do lado do usuário da transação. Pergunte a um microempresário usando um PDV de mesa para operações de crédito ou débito se ele espera adotar a “tecnologia de pagamentos” para depósitos remotos. Acho que você verá que a resposta será um grande SIM.
Os scanners de cheques não devem ser culpados pela inércia da curva de adoção pelo mercado, ao contrário, eles são a razão de ser da curva. Aguardo com interesse seus comentários!


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